STUDIOLO

ACOLHIMENTO A TERESA HUERTAS

Fotografia de Teresa Huertas [atelier de José Oliveira, com a peça "Lectures pour tous - uma árvore para Maciunas" de 2001]
LOCAL E DATAS

Lisboa
Gabinete Curiosidades Karnart
14 a 25 de Outubro de 2025
Terça a Sexta-feira das 17h às 20h, Sábado 15h-19h

MEDIAÇÃO
Visita guiada com a artista dia 18, sábado, pelas 17h

BILHÉTICA E LOGÍSTICA

PREÇÁRIO _ Amigos da KT €0 / Bilhete de Cortesia €2  | LOTAÇÃO em simultâneo _ 15 pessoas | FORMAS DE PAGAMENTO _ MBWay ou dinheiro | TICKETLINE _ Bilhetes à venda em ticketline.pt; reservas e info ligue 1820 (24h)

APRESENTAÇÃO

Teresa Huertas nasceu na Figueira da Foz em 1953. Licenciou-se em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1975). Paralelamente ao seu trabalho docente, diversificou a sua formação artística frequentando cursos de pintura e desenho (Ar.CO, 1980-82), foto/diaprojecção e videografia (Universidade Aberta,1992), artes performativas (Forum Dança, 1992-94), história de arte e fotografia (Ar.CO, 2000), entre outros. Começou a expor em 1995, com a instalação Solve et Coagula. Prosseguiu o seu trabalho artístico na área da fotografia, tendo sido seleccionada como finalista para o Concurso de Fotografia Purificación García 2008, em Madrid. Entre 2002 e 2023 realizou 12 exposições individuais e participou em 17 exposições colectivas, tendo sido convidada para apresentar o seu trabalho em diversos eventos públicos. Em 2020 pós-graduou-se em Arte Multimédia pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. E em 2021 recebe o Prémio Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira 2020, com a peça ATMÓS [passagens #1], destacada pela “mestria na utilização do médium”, “espontaneidade formal” e “forma consistente como a fotografia pode ser uma forma de resistência ao excesso visual, à velocidade e hiperestimulação dos sentidos.” Actualmente, continua a desenvolver o seu trabalho nas áreas da fotografia, multimédia e instalação. A sua obra encontra-se publicada em catálogos, livros, revistas e on-line. Está representada em colecções públicas e particulares.

Segundo Teresa Huertas, num texto escrito em Agosto de 2025, STUDIOLO “é uma instalação que reúne objectos, fotografias, impressões, desenhos, livros e elementos naturais organizados em diversos núcleos, em torno da temática Naturalia [Vegetalia]. O studiolo tem uma tradição na história da arte, remontando ao Renascimento italiano (século XV) os primeiros exemplos deste conceito de espacialidade. Utilizado então pela aristocracia ou por eruditos, o studiolo era um pequeno espaço pessoal polivalente, de decoração elaborada, concebido para servir como lugar de recolhimento e trabalho, biblioteca ou espaço de exposição de uma colecção de arte privada. Enquanto guardião de colecções preciosas, o studiolo renascentista antecipa o gabinete de curiosidades ou Wunderkammer que se desenvolveu nos séculos XVI e XVII e é considerado precursor do actual museu. A instalação STUDIOLO é uma estrutura porosa que se deixa contaminar pelo conceito e pela estética do Gabinete de Curiosidades Karnart, seu anfitrião. Apresenta-se como um espaço de estudo, experimentação e arquivo, onde materiais diversos do meu espólio, juntamente com algumas produções recentes ou em curso, são dispostos seguindo linhas de pensamento, linhas temáticas ou de investigação, sem, contudo, obedecerem a uma estrutura rígida de coerência expositiva. A ausência de fronteiras caracteriza a estrutura informal da instalação, regida pelo conceito de fluidez, enquanto sistema de circulação e contágio. Na diversidade das peças expostas, é sempre a natureza que está presente, quer na sua fisicalidade quer enquanto representação que convoca diferentes épocas, reflexões, gestos e afectos e recorre a diversas disciplinas, suportes e dispositivos. “O v/nosso futuro é agora”, aponta Olafur Eliasson. No contexto das actuais problemáticas ambientais e da persistente afirmação antropocêntrica, regida por princípios economicistas exógenos ao vital equilíbrio entre as espécies – onde se inclui a espécie humana – trabalhar criativamente a atenção e o cuidado é um legítimo compromisso ético com a natureza, que realizo no respeito pela multiplicidade, complexidade e fragilidade dos sistemas vivos, mas também no assombro pela sua criatividade, exuberância e beleza.”

ACOLHIMENTO

Karnart C.P.O.A.A.

PRODUÇÃO

Teresa Huertas

AGRADECIMENTOS

Teresa Huertas agradece à Natureza, à Karnart e sua equipa,
e a Alda Nobre, Carlos Santos, Fernando Brito, José Andrade e José Oliveira

FINANCIAMENTO E APOIOS

financiamento institucional da Karnart C.P.O.A.A

República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes
Câmara Municipal de Lisboa 

MATERIAL DE DIVULGAÇÃO
AGRADECIMENTO DE TERESA HUERTAS