Gabinete Curiosidades Karnart

O GCK, sede e espaço de trabalho da estrutura de criação e investigação artística KARNART desde 2014, situa-se no número 168 da Av. da Índia, a Belém, em Lisboa, e é composto por um gabinete de curiosidades com diferentes núcleos expositivos, uma sala polivalente, um centro de documentação e vários gabinetes de trabalho. Nele se desenvolvem iniciativas de âmbito artístico, científico, ecológico ou social.

As expressões “gabinete de curiosidades” e “quarto das maravilhas” designam os lugares onde, durante a época das grandes explorações e descobrimentos dos séculos XVI e XVII, se colecionava uma multiplicidade de objetos raros ou estranhos dos três ramos da biologia considerados na época: animal, vegetal e mineral. Os gabinetes de curiosidades apareceram, portanto, durante o Renascimento na Europa, e são os antecessores diretos dos museus de Arte e de História Natural, tendo tido um papel fundamental no desenvolvimento da ciência moderna.

Inspirando-se naquele conceito, a Karnart – estrutura que no seu trabalho artístico recorre frequentemente a objectos de Naturalia – designou a espaço onde passaria também a depositar a colecção de objectos peculiares que os seus mentores coleccionam desde 1980, como Gabinete Curiosidades Karnart.

Na exposição que no GCK se pode visitar, a Karnart instala meticulosamente o seu espólio em vitrines e armários, agrupando-o em núcleos temáticos: naturalia/animalia, naturalia/vegetalia, naturalia/mineralia, artesanato, têxteis, erotismo, etc.

Gabinete Curiosidades Karnart

Nenhum dos objectos da colecção foi recolhido de forma danosa para o planeta, ou explorou de alguma forma os artesãos envolvidos.

Uma parte substancial das peças herdou-as o fundador e associado primeiro da Karnart, Luís Castro, de seus pais Maria Helena da Fonseca Morgado e Luís D’Andrade da Costa e Castro, e também de Maria Celestina Costa Moreira; outras foram por ele recolhidas ao longo dos anos também durante o período em que se licenciou em medicina veterinária; outras encontravam-se abandonadas no espaço do GCK e teriam pertencido a António Augusto Lagoa Henriques; outras ainda foram doadas por amigos ou cúmplices a quem a Karnart agradecerá sempre: Adriana Gonçalves Castro, Ana Magalhães, Ana Maria Silva, António Caldeira Pires, Claudia Galhós, Eduardo Coelho-Moos, Fátima Vaz, Fernanda Ramos, Filipa Duarte Almeida, Gabriella Casella, Helena Gonçalves, Inês Silva Costa, Isabel Castanho Paes, Isabel Gaivão e família Tavares, José Mestre Costa, Marco Patrocínio, Maria Campos, Maria Luísa Vasconcelos, Maria Manuel Torres, Maria do Rosário Coelho, Maria do Rosário Maia, Olga Seabra Franco, Óscar Grave, Paula Sofia Custódio, entre outros.

Inseridas por ordem de referência no texto precedente e em prova de homenagem apresentamos as fotografias de alguns dos responsáveis pelas peças que constituem o acervo de objectos, livros, figurinos, etc. actualmente depositado no GCK, oferecidos à estrutura pelos próprios ou cedidas/doadas por herdeiros.