Histórico de Espaços

 

Teatros nacionais ou municipais, centros culturais, arquivos históricos, galerias de arte, armazéns, casas abandonadas… foram, entre outros e ao longo de anos, os espaços-ninho de alguns dos projectos quer do colectivo pré-Karnart, quer da Karnart enquanto associação cultural legalmente constituída.

Os mais icónicos destes “espaços-ninho” terão sido a secção de Anatomia da antiga Escola Superior de Medicina Veterinária onde a estrutura existiu entre 2001 e 2009, a que se chamou EspaçoKarnart, propriedade da Universidade Técnica de Lisboa, e o armazém do Nº 13 do Beco da Mitra, em Marvila, propriedade da Câmara Municipal de Lisboa, que se ocupou entre 2009 e 2013 primeiro apenas para arrumação de materiais e peças, no biénio 2012-13 também para apresentação de espectáculos.

Uma palavra de reconhecido agradecimento a todos os que ao longo dos anos contribuíram, também com o seu esforço físico, para essas recuperações: associados, amigos, estagiários e voluntários.

O actual espaço que a Karnart habita, propriedade da Câmara Municipal de Lisboa, remonta ao início do século enquanto armazém de apoio ao rio e, dividido em três partes, foi entre 1973 e 2011 casa-atelier do escultor Lagoa Henriques (1923-2009) e do artista Carlos Amado (m. 2010), e durante tempo desconhecido sede dos arquitectos José Barros Gomes.

Quando, em 2014, foi cedido à Karnart, o armazém denotava um elevado grau de abandono: o registo fotográfico de Alípio Padilha, aos primeiros dias de entrada do colectivo no espaço, que a seguir se apresenta, é disso testemunha. Os trabalhos de requalificação decorreram a gosto e expensas da Karnart entre 2014 e 2016, realizando a autarquia obras estruturais em 2017 de acordo com o projecto que a Karnart pensara para o espaço.